quarta-feira, 16 de maio de 2012

A adopção da ideologia marxista

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        decorre, geralmente, de duas fortes paixões da alma, porém moralmente antagónicas: a paixão da Justiça (positiva) e a paixão da Inveja (negativa).


               Nas Revoluções populares de inspiração marxista, o impulso primacial que impele à acção é aquele que (provém de e) é furiosamente alimentado pela paixão da Justiça.


                 Já quando a ideologia marxista fundamenta a criação de regimes políticos e de Estados, ou mesmo quando apenas inspira a acção de Governos, a base subjectiva prevalecente, em termos emocionais, é quase sempre a que se funda na paixão da Inveja.


                     Nesta ambivalência reside talvez a causa, por um lado, do triunfo histórico de tantas Revoluções de inspiração marxista - russa, chinesa, cubana, vietnamita... - e, por outro, do insucesso de práticamente todos os regimes políticos com esta mesma inspiração, desde o Leste europeu até ao 3º Mundo...

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quarta-feira, 28 de março de 2012

EU NÃO ROUBO, simplesmente... PORQUE NADA FAÇO!



       CREDO!

   Paulo Morais, fugaz ex-Vice-Presidente da C. M. do Porto (sob Rui Rio), está a revelar-se um perfeito lunático e demonstra bem, neste seu texto, por que razão nunca fez nada de jeito na sua vida política, nem decerto fará, para além de regularmente debitar (e facturar), em pasquins como o «Correio da Manha», vulgares baboseiras do chamado senso-comum... sobre "Tudismo"!

        ESTE presunçoso Artigo, sintomáticamente publicado no nosso mais "consseituado jurnal", tem por aí inflamado puerilmente os ânimos mais reacionários e até monárquicos, apenas por atacar tudo quanto foi governante nas últimas décadas, desde Cavaco a Sócrates, mas no fundo não passa de um libelo patético e impotente, para além de estafado, malévolo e, sobretudo, profundamente ignorante, sobre "moralismo" nas contas públicas.

      Vejamos: o que este escriba propõe é, nem mais nem menos, do que expropriar a Ponte Vasco da Gama, indemnizando "os privados" daquilo que lá investiram!!

       Reparem bem na estultícia: não basta não fazer, decerto, a mínima ideia do que seja efetivamente o valor ATUALIZADO daquilo que "os privados lá investiram" - e muito menos de como é que isso seria hoje CALCULADO (integrando, muito naturalmente, as legítimas mas não concretizadas expectativas, a longo prazo, de retorno do investimento...) -, como, mais grave ainda, está completamente "a Leste" de saber antecipar aquilo que, dentro de pouco tempo, se iria certamente somar a esta perda, em termos de PREJUÍZO EFETIVO PARA O INTERESSE PÚBLICO, com o abandonar agora da Ponte V. da Gama (PVG) à impotência magna que caracteriza um emplastro institucional como a entidade «Estradas de Portugal» (situação já com fundas raízes nos tempos de Cavaco, Ferreira do Amaral e Rangel de Lima, sem dúvida, mas nunca devidamente atalhada desde então, nem com João Cravinho...), o que fatalmente se traduziria na transformação da PVG, em poucos anos, numa AUTÊNTICA RUÍNA, a avaliar pelo estado calamitoso em que se encontra parte significativa da rede viária nacional não concessionada (v. g. casos recentes, como o do Viaduto da Aguieira no I. P. 3, etc., etc., já para não irmos "bater mais no céguinho" com a tragédia de Entre-os-Rios, que pode, como todos sabem, repetir-se a qualquer momento, cada vez com maior probabilidade...)!

      Resumindo, a troco de deixar de ter de pagar a tal "renda" à «Lusoponte», o Estado portuguesito perderia, logo à cabeça, o valor da indemnização, certamente COLOSSAL, e "ganharia" em poucos anos um caco rodoviário, com o pomposo nome de Ponte Vasco da Gama!


     Pois, mas que importa isso ao pedantismo e ao novo-riquismo mental? O "moralismo" triunfaria impante e Portugal poderia assim continuar a arrepiar caminho e a aproximar-se, "progressivamente", do  vetusto modelo salazarento que inspira esta garotada: um Estado com alguns trocos nas algibeiras, sim, mas sem nada de jeito nem qualidade ao serviço do Povo: nem Saúde, nem Educação, nem Emprego, nem Habitação, nem Segurança Social, nem sequer Infra-estruturas Viárias! Isto já para não falar do mais difícil, que nem com o 25 de Abril se logrou ainda atingir: Justiça a sério e um Desenvolvimento Económico real e sustentado...


       E assim se consumaria, também com a Ponte Vasco da Gama, mais uma tragédia como as edificantes novelas recentes do TGV, que vai à vida (irá mesmo?) e ainda temos de pagar milhões em cima disso, do Aeroporto da Ota, que ficámos a ver, de Alcochete, por um canudo (e a ter de pagar mais uma impraticável ampliação da saturada Portela...), e também agora, pelos vistos, a da ampliação do Terminal de Contentores da «Liscont», que lá vai à fava inglóriamente (para descanso dos fingidos eco-moralistas), atirando borda fora, sem pestanejar, cerca de 230 milhões de euros em investimento na zona portuária ocidental de Lisboa, incluindo a inadiável construção do Nó Ferroviário de Alcântara!!! É "obra", tanta incompetência, incúria e falta de visão nunca vistas neste País...

         Parece-me bem que virá um dia em que a memória de D. Dinis, do Marquês de Pombal, de Fontes Pereira de Melo e do Eng.º Duarte Pacheco voltará a ser bem mais apreciada e enaltecida, sobretudo por parte da próxima geração, totalmente espoliada do seu FUTURO, e estas elocubrações moralistas da treta, agora tão estérilmente em voga, serão violentamente despachadas para o único lugar que merecem: a enfadonha companhia do "Velho do Restelo", na esterqueira da nossa História!


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sexta-feira, 23 de março de 2012

No dia em que se completa um ano sobre o derrube do Governo e a condenação de Portugal à perda do seu Futuro...



... devemos guardar LUTO CARREGADO e, enquanto friamente se prepara a revolta e a vingança para um breve amanhã, ler um excelente texto, como por exemplo ESTE aqui.


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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Democracia, Soberania nacional e Mundialização

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Há quem afirme que, desta tríade, apenas podemos conciliar simultâneamente dois vértices.

Se isso for assim, e partindo do princípio básico de que, sem a Democracia assegurada, nada mais tem valor em Política, restam-nos duas hipóteses: prescindir ou da Mundialização, ou da Soberania nacional!

Dilema para mim muito fácil de solucionar: não tenho dúvidas de que, estando um belo dia a Democracia implantada em todo o Planeta e garantidos os mecanismos de segurança e prosperidade que assegurem a Soberania nacional de pequenas e médias como das grandes Nações, a Mundialização não fará falta absolutamente nenhuma...

Tornar-se-á até, quanto a mim, uma criação detestável da "civilização" hodierna, dos homens com cérebros de silicone, corações de níquel e almas de plástico!

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ataque descabelado, inoportuno e injusto de Isabel Moreira a Marinho Pinto.

Como diria o famoso Sir Humphrey, ou aliás o seu Ministro: «- ESTOU SIDERADO!».

Este texto mesquinho, totalmente inesperado (no conteúdo e na forma) e profundamente deplorável, provindo de uma individualidade política que, apesar de desconhecer em absoluto, bastante admiro, prova cristalinamente estas duas coisas terríveis:

1ª) A "élite jurídica" portuguesa atual, seja ela formada pelas escolas superiores privadas ou pelas públicas (olha o velho Suarez Martinez a rir-se ali no retrovisor!), vive e, pior ainda, labora e labuta envolta numa carapaça de formalidade oca e de tal modo blindada, que se tornou inumanamente insensível a todo e qualquer vestígio de essencialidade e de materialidade no exercício do Direito - e isto é absolutamente DRAMÁTICO para a Sociedade portuguesa!

2ª) A douta Constitucionalista Isabel Moreira representa fielmente uma geração de meninges jovens, mas completamente enoveladas e desprovidas de uma firme estrutura mental, filosófica, ética e lógica, seguramente fruto do descalabro pedagógico do Ensino nacional pós-Veiga Simão e geração à qual, mesmo até quando individualmente se detetam elevadas qualidades intelectuais e morais - como indiscutivelmente é o caso desta Autora -, escasseia a capacidade de conceber e adequar a sua intervenção cívica e política ao contexto social e mental em que vivemos, resultando globalmente numa praxis desconexa, inconsequente e estéril, que não faz pedagogia, não traz consequências, não produz "inscrições" e não origina quaisquer frutos na mentalidade e na consciência coletiva!

Digo tudo isto com bastante mágoa, depois de há poucos dias ter publicamente confessado que a única e honrosa representante do meu boletim de voto na atual Assembleia da República era (e ainda é, não sei é por quanto tempo mais...) a Deputada Isabel Moreira!
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BOM, não vou agora aqui opinar sobre António Marinho Pinto, o... "BOA" - isabelino acrónimo (para "Bastonário da Ordem dos Advogados"), porventura o mais infeliz e debilóide da última centúria na Política portuguesa! -, que muito sinceramente me parece ser um Homem honesto e desassombrado, embora algo rude (será isto "crime"?...), mas que pretende "escrever direito" na Justiça e na Opinião Pública portuguesas e indubitavelmente tem-no conseguido - e com com notável mérito -, ainda que, às vezes, por linhas (apenas aparentemente?) "tortas".

Digo somente isto: quem não tem capacidade para ler e compreender, A TEMPO, o que se escreve escorreito e direito, apenas porque as linhas onde se escreveu estão (ou parecem estar) tortas, acabará forçosamente a "escrever torto", ainda que por linhas impecavelmente... Direitas!


Mas desses, muito seguramente, não rezará o "retrovisor"...